quarta-feira, 28 de outubro de 2009




- Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida, Ouvi um sábio dizer. Peguei a estrada menos usada. E isso fez toda a diferença cada noite e cada dia.


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

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Gяαziεllε Mσntαlvαnε.

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Esta é uma exposição de minhas dores, sentimentos, alegrias, tristezas e, sobretudo, cunfusões. Sinto-me inteira ao expor com tanta clareza minhas dúvidas de todas as noites com insônias. Por falar em insônia, devo agradecê-la pois sem sua atuação, eu não descreveria a trajetórias de meus dilemas.