
Sozinha eu não vou mudar,
Nem com todos do mundo poderei me transformar.
Nem mesmo deuses, nem se quer ventos.
Porque você é ao mesmo tempo, a causa e a cura do meus tormentos.







A voz saia abafada entre os pensamentos sórdidos e encontrava refugio em um órgão mole e frio. O coração. Este feito de papelão assim como o sorriso, sem brilho algum. Morno mesmo só estava o corbertor que lhe cobria o corpo. Fora ele, os demais personagens do cenário já estavam adormecidos pela dor. A lágrima cristalizada na extremidade de sua face, endurecia-lhe o semblante. Sem nenhuma dificuldade, rios corriam de seus olhos. Que lástima. Que ausência de luar. Fora palavras, ela era costurada de amor. Palavras, papelão e amor. Disso, assim era feita a menina anterior. Mas hoje, aqui estou, com a mesma essência da menina que restou.