segunda-feira, 14 de dezembro de 2009




Em meio a tantas manias,
dentre até mesmo aquelas que eu deixei fugir,
ainda guardo a do espelho,
e é por isso que ainda estou aqui.
Na frente dele eu crio máscaras, ensaio como devo agir.
Mesmo sabendo que na hora é diferente e até as minhas falas não as impeço de escapulir.
É no espelho que dou vazão a todos os sentimentos que eu sinto por mim.
E, sobretudo, é em detrimento de tais fingimentos que consigo existir.
Nada mais justo que montar seu próprio roteiro,
transformar gestos sorrateiros na verdade que crio pra mim.
Nada melhor que idealizar personagens,
que não são eternos e sim de passagens, como tem ocorrido nestes tempos ruins.
Nada mais fácil que viver de conversa,
que renova a alma de alguém que tem pressa e deseja logo sair de si.
Mas fora do espelho o ofício é restrito às pessoas que seguem o que tenho escrito,
sem se importarem em dar um novo fim.
Embora o espelho me traga amargura,
ele é o meu vício assim como a escritura que estou desenvolvendo enfim.
E na hora ' H ' quando percebo que sai do script, tento voltar ao meu diálogo particular,
sem me lembrar que o outro alguém já tem outro planejamento a encenar.
E o encerramento da história nunca se encaixa com a memória de diálogo espelhar que a minha mente fez,
porque mesmo com toda a sua competência,
de entender outra mente, nem mesmo ela é capaz.

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Gяαziεllε Mσntαlvαnε.

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Esta é uma exposição de minhas dores, sentimentos, alegrias, tristezas e, sobretudo, cunfusões. Sinto-me inteira ao expor com tanta clareza minhas dúvidas de todas as noites com insônias. Por falar em insônia, devo agradecê-la pois sem sua atuação, eu não descreveria a trajetórias de meus dilemas.