
Naquela tarde noite, ela observava a direção do vento.
Com ele, vinham lembranças, trazendo um amargo sabor de lamento.
Nem o perfume de uma brisa qualquer, contornava a dor de um peito perfurado.
Observando a dança das folhas secas ao tocarem o chão, ela ria, para disfarçar a dor, e tentar deixá-la de lado.
Nada que o pôr-do-sol lhe fizesse sentir,
Acalmaria as lágrimas, mas tudo chegara ao fim,
Em uma vida de tormento, de todos os seus lamentos, aquele era o estopim.

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