quarta-feira, 16 de dezembro de 2009




Estou aborrecida.
Julgo-me traida por minha própria capacidade de ser amigável com as pessoas.
A afinidade, esta sensação inexplicável, sempre esteve ao meu lado, guiou-me em meus mais preciosos passos. Mas desapontou-me esta noite.
Não foi suficiente para manter-me lucida. Intacta.
Hoje, nem mesmo o meu bom senso segurou meu impulso, meus instintos.
Tornei-me insuportável. Eu, sempre tão controlada, ví-me instintiva,
impulsiva, incontornável.
Prendo-me sempre, mas " ar de deboche" me sobe à cabeça.
É veneno pra minha paciência, pra minha sanidade.
Senti o sangue fervendo na veia. As palavras na ponta da lingua.
Minha mente maquinando todas as minhas defesas.
Fingi não ter juízo.
Fingi tudo aquilo ser comum em minhas ações.
Mas não era.
Toda aquela irritação não era trazida de meus dias cansados.
Nem tão pouco, era acúmulo de minhas raivas.
Não! Tudo aquilo havia sido ensaiado.
Eu estava aguardando o momento certo para eu explodir.
Aquele sentimento já havia sido gerado,
uma hora eu deveria ele expelir.


Um comentário:

  1. Ta aí... gostei desse texto aqui... só evita usar tanta terceira pessoa ^^.

    Sinceridade, mesmo que escraxada as vezes é boa... No seu caso, serena e suave.

    Paz broto!

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Gяαziεllε Mσntαlvαnε.

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Esta é uma exposição de minhas dores, sentimentos, alegrias, tristezas e, sobretudo, cunfusões. Sinto-me inteira ao expor com tanta clareza minhas dúvidas de todas as noites com insônias. Por falar em insônia, devo agradecê-la pois sem sua atuação, eu não descreveria a trajetórias de meus dilemas.