quinta-feira, 3 de dezembro de 2009




Te presentiei com o meu livro
Cuja capa estava estampada com tua imagem
E no qual o desenvolvimento de toda a história, pertencia a você!
Livro este, que não quiseste abrir e nem tão pouco ler.



A dor já tomou conta dos meus olhos e agora quer roubar também o meu sorriso.
Se alguém conhece um novo mundo, o tal chamado paraíso, leve-me até ele, pois preciso em reconstruir.
 Alguém tem de fazer alguma coisa pois estou prestes a explodir!
Se não tens tempo, marcarei uma hora, para que me leves até ele mas me leve sem demora.
Cansei de fingir que minha vida é só sorrir!
Então preciso mudar logo, antes mesmo de partir.
Mas antes que eu volte para a terra seca e quente, deixarei um novo alquém como se fosse uma semente.
Nesse alguém eu deposito toda a minha esperança e ela será bem mais feliz do que eu fui quando criança.
Obrigado por me ouvir nesse exato momento, agora trate de cumprir o que pedi no testamento.
Não tenho ouro, posse ou gado, mas o que eu tenho foi-lhe dado, pois confio em você que sempre esteve ao meu lado.
Cuide também do meu amor que forte, firme e sem temor estará sempre presente na inválida memória de uma mulher que não fez história e sim, viveu amargamente.



Enquanto vejo você partir,
meu coração é corrompido pela dor como o ferrugem que corrói o móvel velho da minha sala.
Enquanto assisto você ir,
tento ouvir teu coração que diz palavras esmagadas pelo silêncio, as quais você jamais fala.
Enquando olho o brilho dos teus olhos se esvair,
percebo que teu nome escrito em meu pulso derrama sangue sobre o tapete do meu quarto.
Enquando observo você fugir,
percebo que seu sorriso pelo canto dos lábios que sair, pois de mentiras já estais farto.
Lágrimas interiores que soam mais alto que um falso olhar.
Sorrisos forçados que não conseguem demonstrar a dor de uma alma que com sussurros que gritar que está farta de mentiras e está prestes a se entregar!

Os olhos mentem dia e noite a dor da gente.
A dor da gente mente sempre sobre o que realmente a gente sente.



Da janela do ônibus,
tentava enteder o motivo de eu estar assim.
Acho que era porque no mundo há vários lugares
mas nenhum que caiba a mim.
Enquanto via oa meu lado o vidro fechado,
procurava saber se aquele alguém que estava ao meu lado talvéz me ouviria.
Certamente que não! Estaria ele atarefado?
No corre-corre do dia-a-dia,
eu podia ver o que mais ninguém via.
Além de carro e moto, eu podia ver um leque de mente vazia.
Tanta gente que não sabia decifrar,
quantos ninfomaníacos que desaprenderam a AMAR !



Fazes-me falta óh minh'alma,
que antes passeavas pelo meu interior.
Hoje só decifro tua presença pelo vidro embaçado da minha janela.
Hoje até mesmo o espelho do meu quarto que reflete a minha imagem já não reproduz a tua essência.
Talvéz ainda estejas vagando pelas ruas por onde andei até te esqueceres de mim.
Sabe, sem você óh minh'alma,
o meu silêncio já não é mais por falta de palavras e sim de pensamentos.
Se queres mesmo trilhar por esse mundo, não leves contigo os momentos que me remetiam a cheiros, nem os cheiros que me transportavam a vagos momentos.
Eu ainda preciso deles para me fazerem sorrir ao passar vazia pelas esquinas.
Contigo minh'alma,
aprendi que a solidão por estarmos só nós duas é bem melhor que estar em meio a uma mutidão.
Contudo,
obrigado por mostrar-me que mesmo estando juntas, não estamos acorrentadas, assim como com as pessoas com as quais vivemos de mãos dadas.
Estou ausente de mim própria !

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Gяαziεllε Mσntαlvαnε.

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Esta é uma exposição de minhas dores, sentimentos, alegrias, tristezas e, sobretudo, cunfusões. Sinto-me inteira ao expor com tanta clareza minhas dúvidas de todas as noites com insônias. Por falar em insônia, devo agradecê-la pois sem sua atuação, eu não descreveria a trajetórias de meus dilemas.