quarta-feira, 28 de outubro de 2009




Naquela tarde noite, ela observava a direção do vento.
Com ele, vinham lembranças, trazendo um amargo sabor de lamento.
Nem o perfume de uma brisa qualquer, contornava a dor de um peito perfurado.
Observando a dança das folhas secas ao tocarem o chão, ela ria, para disfarçar a dor, e tentar deixá-la de lado.
Nada que o pôr-do-sol lhe fizesse sentir,
Acalmaria as lágrimas, mas tudo chegara ao fim,
Em uma vida de tormento, de todos os seus lamentos, aquele era o estopim.



E o seu coração já estava tão espremido quanto seu corpo sendo abraçado pela parede. Naquele canto porém, apenas lágrimas saíam-lhe com facilidade. Nenhum grito e não há respiração ofegante. Apenas lágrimas. Que transformavam seu protesto em gemidos. A causa porém, inexprimível. Nada tão pequeno que pudesse ser expelido por lábios. Causa injusta. A razão não era mínina a ponto de ser legível em seu semblante. Horas depois, só o mar lhe acalmou. Imprensou as lágrimas entre os sílios e seguiu. Andou em pedras duras, afiadas, até que uma perfurou-lhe o calcanhar. Nada tão terrível que lher fizesse chorar.. mais que aquela causa que ainda tento cogitar. Amor. Amor era o nome de toda aquela dor. Que lhe levava a gritar em silêncio. Um amor sego, surdo e baixo. Sim, muito baixo. Sem classe alguma. Que não respeita regras. Amor inexprimível, inexplicável, inafagável. Amor que nem mesmo conseguia flutuar. Amor hipócrita e incapaz de fazer o outro amar. E foi por esse amor, que ela, daquelas pedras, jogou-se no mar.



E a cada passo a dar,
É um laço a desatar,
Um embaraço a menos,
Para logo eu me abandonar.


Sinceramente, eu ainda não sei quando eu vou aprender:
1. Que não se deve correr atrás de amizades.
2. Que família se deve aturar pra toda a vida.
3. E que para um amor verdadeiro, não se deve haver busca.
Amizades são como borboletas,
Familia são amigos que não tivemos a honra de escolher,
E o amor, ah! O amor... é como a realidade de um futuro promissor, que se transforma em um ansioso sonho que anda lado a lado com um ser totalmente indecifrável.
1. Ah... as borboletas só pousam em nós, quando paramos de segui-las.
2. Às vezes, amigos perpétuos, são os mais incoerentes, vergonhosos, mas são a arma mais poderosa para o sucesso da alma.
3. Um ser totalmente indecifrável, se torna um incógnita, e nem mesmo seu futuro permite-se ser lido em um presente entorpecedor.
Sim, eu ainda corro atrás de borboletas,
Ainda me perturbo com a eternidades dos relacionamentos,
E permaneço passo a passo em uma procura intensa por tal desejo incomparavelmente maior que meu entendimento.
Sinceramente eu não sei:
1. Até quando continuarei correndo.
2. Até quando suportarei a eternidade.
3. Até quando olharei para o céu e pedirei encontros.

A voz saia abafada entre os pensamentos sórdidos e encontrava refugio em um órgão mole e frio. O coração. Este feito de papelão assim como o sorriso, sem brilho algum. Morno mesmo só estava o corbertor que lhe cobria o corpo. Fora ele, os demais personagens do cenário já estavam adormecidos pela dor. A lágrima cristalizada na extremidade de sua face, endurecia-lhe o semblante. Sem nenhuma dificuldade, rios corriam de seus olhos. Que lástima. Que ausência de luar. Fora palavras, ela era costurada de amor. Palavras, papelão e amor. Disso, assim era feita a menina anterior. Mas hoje, aqui estou, com a mesma essência da menina que restou.


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Gяαziεllε Mσntαlvαnε.

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Esta é uma exposição de minhas dores, sentimentos, alegrias, tristezas e, sobretudo, cunfusões. Sinto-me inteira ao expor com tanta clareza minhas dúvidas de todas as noites com insônias. Por falar em insônia, devo agradecê-la pois sem sua atuação, eu não descreveria a trajetórias de meus dilemas.