sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009




Estou aborrecida.
Julgo-me traida por minha própria capacidade de ser amigável com as pessoas.
A afinidade, esta sensação inexplicável, sempre esteve ao meu lado, guiou-me em meus mais preciosos passos. Mas desapontou-me esta noite.
Não foi suficiente para manter-me lucida. Intacta.
Hoje, nem mesmo o meu bom senso segurou meu impulso, meus instintos.
Tornei-me insuportável. Eu, sempre tão controlada, ví-me instintiva,
impulsiva, incontornável.
Prendo-me sempre, mas " ar de deboche" me sobe à cabeça.
É veneno pra minha paciência, pra minha sanidade.
Senti o sangue fervendo na veia. As palavras na ponta da lingua.
Minha mente maquinando todas as minhas defesas.
Fingi não ter juízo.
Fingi tudo aquilo ser comum em minhas ações.
Mas não era.
Toda aquela irritação não era trazida de meus dias cansados.
Nem tão pouco, era acúmulo de minhas raivas.
Não! Tudo aquilo havia sido ensaiado.
Eu estava aguardando o momento certo para eu explodir.
Aquele sentimento já havia sido gerado,
uma hora eu deveria ele expelir.





Algumas pessoas são complicadas de enteder.
Elas isolam seus conceitos por não quererem debater.
Elas sentem seus lábios tremerem, sentem o sangue ferver.
Fingem aceitar as calúnias mas não dão o braço à torcer.
Subestimam nossa capacidade de compreendê-las,
acham que jamais poderíamos interagir.
Por isso, sofrem caladas,
suportam tudo o que lhes fazem ouvir.
Não acreditam que nos importamos com suas opiniões,
e nem com seus jeitos certos de tomar decisões.
Revestem-se de toda armadura.
Acham que para o problema não há cura.
Então, entregam-se por fim.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009




O sono está vindo mas não quero me render.
Enfrento muitas dificuldades até adormecer.
Começo a pensar em uma boa forma de morrer.
Provavelmente, entregando-me por outro alguém, seria uma nobre forma disto acontecer.
Martirizando-me em prol de uma vida que teria mais futuro ao aqui permanecer.
Com isso, nada iria perder.
Afinal, sem esta vida, certamente eu não seria capaz de viver.
Satisfaço-me ao pensar nesta questão que mencionei.
Agora sim me rendo ao sono,
já que em sonho, o alguém por quem daria a vida,
Encontrarei.
Boa Noite letra e música
pois agora sim, dormindo é que me realizarei!
=D



Tudo coopera para a falta de um ser inexistente.
A noite em si.
O silêncio ao luar.
A lua brilhante.
O brilho do mar.
Tudo me leva  areconhecer :
A praça vazia.
O vazio da praia.
O cheiro da areia.
E o vento que passa.
Vejo-me impotente em meio a tais circunstâncias.
Queria romper com tantas distâncias.
Soltar-me livre é meu desejo.
Libertar-me de tantos cativos,
dos meus próprios medos.
Quem dera poder gritar!
Ouvir o eco de todas as vozes que escondo sem querer.
Quem sabe assim, destruo minhas algêmas sem perceber.



Bifurquei-me ao vê-los passar.
Tanto amor que não se pode mencionar.
Diferentes noites e a cada uma delas um ato falho a vivenciar.

Quantas questões mal resolvidas!
Enquanto não me decido fico a amar às escondidas.

Canso-me ao dividir-me no pensar.
São grandes mestres e  eu,
uma aprendiz na arte de me declarar.



Esta noite estou sem inspiração.
Sinto como se ausências calassem meus pensamentos.
Construí-me sobre acontecimentos,
mas ultimamente estes tem me faltado.
Não há nada a questionar.
Nenhuma mente em transição à qual eu deva me transformar.
Solidifiquei-me em fatos.
Atos que parassem-me à noite.
Simplesmente estacionei.
Fechei-me me ruas sem saída.
Vejo-me sem direção.
Estanquei no ponto de partida.
Com base nisto, tiro minha conclusão:

Pra toda vida uma locomoção,
A cada fato, mais combustão,
E a cada caminho, uma decisão.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009




Em meio a tantas manias,
dentre até mesmo aquelas que eu deixei fugir,
ainda guardo a do espelho,
e é por isso que ainda estou aqui.
Na frente dele eu crio máscaras, ensaio como devo agir.
Mesmo sabendo que na hora é diferente e até as minhas falas não as impeço de escapulir.
É no espelho que dou vazão a todos os sentimentos que eu sinto por mim.
E, sobretudo, é em detrimento de tais fingimentos que consigo existir.
Nada mais justo que montar seu próprio roteiro,
transformar gestos sorrateiros na verdade que crio pra mim.
Nada melhor que idealizar personagens,
que não são eternos e sim de passagens, como tem ocorrido nestes tempos ruins.
Nada mais fácil que viver de conversa,
que renova a alma de alguém que tem pressa e deseja logo sair de si.
Mas fora do espelho o ofício é restrito às pessoas que seguem o que tenho escrito,
sem se importarem em dar um novo fim.
Embora o espelho me traga amargura,
ele é o meu vício assim como a escritura que estou desenvolvendo enfim.
E na hora ' H ' quando percebo que sai do script, tento voltar ao meu diálogo particular,
sem me lembrar que o outro alguém já tem outro planejamento a encenar.
E o encerramento da história nunca se encaixa com a memória de diálogo espelhar que a minha mente fez,
porque mesmo com toda a sua competência,
de entender outra mente, nem mesmo ela é capaz.



Pensei que deveria escrever algo sobre mim.
Dar um basta nessas histórias de amor.
Pra dizer a verdade, nunca importei-me comigo.
Nunca fui o meu alvo.
Embora não pareça, sempre girei em torno dos outros.
Eles sempre foram mais importantes.
Ao meu ver, o mundo é egocêntrico.
Eu nunca fui o mundo de alguém.
Mas meu mundo sempre foi algum idiota egocêntrico que jamais me tornaria o seu universo.
Por isso mesmo, é que eu sempre escrevo sobre amor.
Amor é o nome dado aos idiotas a que me dôo.
Hoje vivo um processo.
Nele tento fazer de mim, um mundo.
Tento enchê-lo de habitantes.
E cada um deles tentam continuar vivos em mim.
Idéia errada?
Bem, é sempre bom uma pitada de egocentrismo quando os mundos te roubam de si mesma.




Hoje não estou com paciência.
Ainda assim, ESCREVO.
Deitada entre lençóis em uma cama nada macia,
descrevo a trajetória de minha mente sempre vazia.
Por mais um dia a confusão permanesceu.
O silêncio dos meus sentimentos me perturbam por mais esta noite.
Sinto em minha alma a incapacidade de atuar,
de imaginar longos mistérios aos quais eu possa me entregar.
Rumo ao nada.
Uma caixa de surpresas.
A infelicidade abrangeu todo o meu corpo.
Mente, alma e coração
entregues à ausência de uma paixão.
Sinto-me como se até mesmo minhas ilusões houvessem me deixado,
por se surpreenderem meu estado que elas mesmas haviam criado.
Com toda a ausência de hipocrisia,
começo a entender que apesar da falta de um amor e a presença de uma mente conturbada,
ainda assim não estou vazia.
Meu coração ainda bate, posso sentí-lo,
não importa com quem esteja.
Sinto-me feliz!
Voltei à minha própria essência.
Outrora havia me esquecido,
lembrando-me apenas de um dono.
Hoje sinto-me toda,
mesmo sendo metade do inteiro que eu sou.
Completa.
Completa estou sem a necessidade de um amor.
Embora ele bata à porta e eu esteja à ponto de abrí-la.




O meu olhar me conquistou essa noite.
Sim.
Esse olhar fatal de quem sabe o que quer.
De quem quer te ter nas mãos.
Quem quer guardaste pra si.
Quem quer viajar no azul do céu,
No azul do mar.
Quem quer sentir a brisa e se deitar ao luar.
Ah!
Como é agradável se amar!



Teu ar de dominador me tira do sério.
Teu jeito sedutor traz sempre arrepio.
Teu silêncio ensurdecedor me dá calafrio.
Teu beijo controlador me causa arrepio.
Tua face cristalizada se torna sempre fatal.
Teu olhar é magicamente sobrenatural.
Teu corpo se torna inigualável.
E essa tua boca que sempre é tão estável.
Teu riso tão deboxado de quem já me tem nas mãos.
Teu cheiro adoçicado que hoje já ,e conquistou.
Eu te amaria se você fosse real!
Enquanto isso, eu pinto e bordo
tornando-te ideal.



Algumas horas sinto-me incapaz de controlar meu próprio coração.
Estava aqui pensando em como me contornar.
Tenho medo.
Voltei a escrever!
Não.
Eu não me orgulho deste fato!
Percebo que não sou suficiente para mim mesma.
Sempre dentro de mim deve haver mais gente.
E quando escrevo traduzo amores,
Mesmo achando que agora eles não estão presentes em meu vocabulário.
Não sei bem como entender o fato de que sempre devo ter alguém pra amar.
Pra me suprir.



Amor ou amizade? Ainda não me perguntei.
Só sei que mesmo com tanta intidade
Eu ainda não lhe falei
Sobre a confusão em minha mente e este amor tão displicente que eu por todos esses anos semeei.
Parece-me tudo tão claro.
Nada que eu possa comparar a uma romance inesquecivel.
Está mas pra uma comédia imprevisível.
Na verdade isso que sinto a nada comparei.
É somente uma particularidade da vida que levei.
Afinal, em mim é tudo tão normal
Que acabo por me perder nesta aventura irracional.
IRRACIONAL define bem o meu comportamento.
Aliás, já passei por muita coisa
Em cada uma firmo um fundamento.
Falta-me um pouco de sanidade
E falando sério, me falta maturidade.
A pouco tempo imaginava que um principe poderia vir,
Com tantos desencontros eu pude discernir
Que a vida não é tão fácil assim
E uma hora haverei de desistir.
Embora já tenha enxergado,
Preciso corrigir a maneira de ti olher
E a vontade de ti despir.
Mas não serei uma perdedora.
Sei muito bem que teu desejo é me inibir,
Fazer com que eu parte sem ao menos me despedir.
Mas antes mesmo de concordar
Com a bobagem de amizade,
Você vai ter que encarar.
Se render.
E não ter medo de me amar!



Sei que vais sentir minha falta por não ouvir a minha voz.
Quando tocar teu violão que só tocava entre nós.
Pode ser dificil mas você vai se acostumar.
E sei que minha ausência, com o tempo irás superar.
Não sei bem porque ainda escrevo sobre ti.
Meses se passaram, uma eternidade sem te ver.
Mas nada do que eu diga poderá fazer voltar,
um sentimento que com muita dor eu consegui abandonar.



Já tentei me desprender de muitas coisas.
Já tentei largar as rimas. Desisti.
Já tentei para de amar. Desiludi.
Já tentei soltar o verbo. Não consegui.
Já tentei conhecer novas pessoas. Não me expandi.
Já tentei fazer tudo errado. Mas corrigi.
Já tentei ler toda a bíblia. Mas eu confesso, eu não li.
Já tentei fugir de casa. Não deu certo, estou aqui.
Já tentei sair escondida. Mas na verdade eu não sai.
Já tentei beijá-lo à forma. Na hora " H " eu me tremi.
Já tentei tudo entender. Mas não deu certo, nada entendi.
Já tentei beber. Mas não se assuste, eu não bebi.
Minha vida toda tentei. Mas frustrações e medos me conseguiram me impedir.
Tudo bem. Vou tentar vencer o mundo. Ah! Ele iria me engolir!
Estou tentando há muito tempo. Melhor mesmo eu ir dormir.
Estão vendo como as rimas ainda vivem a me perseguir?



Tudo o que tentei deu em nada.
Por isso, da tempestade faço meu abrigo, minha morada.
De tudo, hoje desacreditei.
Por isso, já não luto mais pelo o que um dia eu sonhei.
Espectativas vem e vão, nada permanece igual.
Por isso, as minhas ilusões são outras embora tudo esteja normal.
Na vida já não encontro um valor, e um dia aprendi a não valorizar o amor.
Talvéz os meus conceitos estejam errados e embora nenhum deles tenham sido ensinado,deposito neles todo meu fulgor.
As amizades vem e vão.
Os amores também passam.
E hoje aprendi que às vezes eles se embaraçam.
E neste atrapalho de quando se laçam,
volto a sentir minha alma, atravéz dos espellhos, quando estes se embaçam.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009




Não sou poeta de frases feitas,
de palavras eleitas para uma boa descrição.
Não sou poeta de frases marcadas,
que seguem rumos e estradas que sempre levam a uma conclusão.
Não sou mulher de tomar atitude, principalmente em minha plenitude,
à qual não me leva a uma decisão.
Não menina de chorar pelos cantos,
só em meu quarto é que me ponho aos prantos por querer viver de ilusão.
Mas mesmo assim não encontrei o meu rumo.
Saiba que eu ainda não bebo e nem mesmo fumo
mas ainda assim eu não sou feliz.
Mas quem sabe um dia acharei o meu fim,
por essa página roubaram de mim,
à qual continha o meu ponto final.
Enquanto isso, uso a interrogação,
à qual não exerce nenhum função para que eu abrilhante esta trajetória ruim.



Posso afirmar que ainda sinto o teu cheiro vagando por meu pulso,
Chegando à minha veia,
Misturando-se com meu sangue e me causando dor alheia.
Dor alheia a qualquer tribulação!
Sendo assim, um antídoto veneno que sufoca meu coração,
Que liberta a minh'alma mesmo estando acorrentada
Em uma amor eterno, de uma eterna apaixonada.



Lá vem ela.
Aquela que vive de sonhos.
Aquela que vive de de amor.
Que vive de esperança,
à qual jamais se apagou.

É ela que morre de paixão.
É ela que sofre de ilusão,
E que faz dele o seu desejo.

É ela que some às vezes.
É ela qu se perde em si.
E é por ela que ainda credes que o amor ainda mora aqui.

É por ele que ela vira a noite.
É por ele que ela chora em dia.
E é nele que ela pensa em claro.
Ele é quem torna o amor dela uma agonia.

Arquivo do blog

Gяαziεllε Mσntαlvαnε.

Minha foto
Esta é uma exposição de minhas dores, sentimentos, alegrias, tristezas e, sobretudo, cunfusões. Sinto-me inteira ao expor com tanta clareza minhas dúvidas de todas as noites com insônias. Por falar em insônia, devo agradecê-la pois sem sua atuação, eu não descreveria a trajetórias de meus dilemas.